Recentemente, a PF enviou representação ao Supremo comunicando que o filho do presidente Lula "em tese, poderia atuar como sócio oculto" do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "careca do INSS", apontado como o pivô do esquema. Mendonça é o relator do inquérito na Corte.
Chiquini não atua na defesa de nenhum dos investigados no caso, mas decidiu acionar o STF de forma pessoal, por entender que o pedido é "técnico". A petição não tem relação com a defesa de Filipe Martins.
No requerimento, o advogado cita "a existência de indícios robustos" do possível envolvimento direto de Lulinha nas fraudes, "circunstância que afasta o caráter meramente especulativo das imputações e confere densidade institucional às informações veiculadas".
O autor do pedido citou uma notícia do portal Metrópoles de que o filho de Lula, "deixará (ou até já deixou) o território nacional nos próximos dias, retornando à Espanha, onde mantém residência, após breve passagem pelo Brasil durante o período de final de ano, inclusive sem, ao que consta, ter sequer se colocado à disposição das autoridades investigativas do caso para esclarecimentos".
Escreveu o advogado, para fundamentar o pedido de decretação da prisão preventiva de Lulinha:
"Tal circunstância assume especial relevo sob a ótica cautelar, na medida em que a saída do país em contexto de investigação criminal avançada, envolvendo crimes de elevada gravidade e complexidade, constitui elemento objetivo apto a evidenciar risco concreto à aplicação da lei penal, sobretudo quando o investigado dispõe de recursos financeiros expressivos e mantém vínculos no exterior, fatores que, em tese, facilitam eventual evasão do distrito da culpa e dificultam a efetividade da persecução penal."
Ele também solicitou que a petição seja encaminhada "com máxima urgência" ao Ministério Público para que se manifeste e ratifique o pleito de prisão preventiva.
Por Gustavo Maia — Brasília
Lauro Jardim
Fonte: @jornaloglobo

Postar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!