Primeiro, a polícia havia dito que o juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro havia sido escolhido aleatoriamente pelos criminosos, que o abordaram na Avenida Rebouças, na Zona Oeste de São Paulo, como alvo de um sequestro-relâmpago.
Depois, diante de novas informações, a polícia afirmou que é possível que ele tenha sido alvo desse tipo de golpe, do qual ele já havia sido vítima em 2021.
Por essa razão, como medida de segurança, a vítima teria combinado uma palavra-chave com o companheiro em caso de algum risco durante o encontro.
Samuel Magro é um dos juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), vinculado à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). O TIT julga processos administrativos tributários e é composto por juízes representantes da Fazenda, como é o caso de Magro, e juízes representantes dos contribuintes com mandatos de dois anos.
Segundo o delegado da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo, Fábio Nelson, os cinco criminosos presos pegaram o juiz na noite de domingo (18) sem nenhum estudo prévio de sua rotina.
Esse auditor fiscal [juiz] foi vítima de um sequestro-relâmpago por oportunidade. A rotina dele não foi estudada. Ele estava na Rebouças quando parou um pouco o veículo e foi abordado por dois homens armados, que estavam acompanhados por outros homens, que levaram o veículo dele. Então, ele é deslocado para um cativeiro na cidade de Osasco.
— Fábio Nelson, delegado da DAS
Ligação
O delegado explicou que, durante o sequestro, o companheiro dele conseguiu fazer uma ligação para o juiz, que atendeu, provavelmente, sob ameaça.
No telefonema, ele usou uma palavra-chave durante a conversa que alertou sobre o perigo que estava correndo.
“Ele [a vítima] lançou uma palavra-chave que apontou que ele estava em risco. Esse indivíduo acionou o 78° DP, que nos acionou. Nós fizemos uma séria de investigações e prendemos esses cinco sequestradores com a vítima”, completou.
Fábio Nelson explicou que o "golpe do amor" começou a ganhar força há alguns anos. "No ano de 2021, iniciou esse fenômeno criminal em São Paulo, decorrente dos avanços tecnológicos e do PIX. Houve uma diminuição grande desse tipo de crime. Em 2022, a DAS atendeu 115 casos e, ano passado, 3 casos. Foi uma diminuição muito grande”, disse.
Conforme o g1 publicou, Samuel Magro ficou mais de 30 horas em poder dos sequestradores e foi libertado do cativeiro pelos agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).
Cúpula da Secretaria de Segurança Pública de SP realiza coletiva de imprensa nesta terça-feira (20), em São Paulo. — Foto: Reprodução/Youtube
Segundo o delegado-geral de polícia de São Paulo, Arthur Dian, os cinco criminosos presos em flagrante com o juiz no cativeiro de Osasco já tinham passagem pela polícia e faziam parte de uma quadrilha especializada em sequestro-relâmpago.
“É uma quadrilha e alguns têm passagens pela polícia, inclusive, com menor de idade também nessa quadrilha. As pessoas não conseguiram adentrar [no apartamento] por causa do código, a palavra-chave que o companheiro entendeu e conseguiu acionar a polícia”, afirmou Dian.
A palavra de segurança não foi divulgada.
O delegado da DAS afirmou que os criminosos tentaram fazer transferências bancárias com o celular da vítima, mas não conseguiram.
Fábio Nelson afirmou que o juiz estava muito abalado ao ser libertado e teve que ser levado a um hospital, onde depois se reencontrou com a família.
A ação de resgate foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os presos serão levados para a DAS, que fica no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo.
Suspeitos de sequestrar juiz em SP são presos e levados à sede da Delegacia Antissequestro
Por Lucas Jozino, TV Globo
Fonte: @portalg1

Postar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!