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‘Me senti suja’: ex-secretária descreve rotina de assédio no gabinete de ministro Marco Buzzi

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Via @ndmais | Uma ex-secretária terceirizada do gabinete do ministro Marco Buzzi denunciou ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ter sido vítima de assédio sexual frequente do magistrado enquanto trabalhava no STJ (Superior Tribunal de Justiça), ao longo de 2025.

Esta é a segunda denúncia contra o magistrado, que também é acusado de assediar uma jovem de 18 anos na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, durante o recesso de janeiro.

Os detalhes do caso foram revelados pela revista VEJA.

Ex-secretária descreve rotina de assédio no gabinete de ministro Marco Buzzi

“Me senti suja”, afirmou a ex-secretária, que teve a identidade preservada, em depoimento gravado em vídeo ao CNJ.

Ela relatou que ficava sozinha com o ministro Marco Buzzi no início do expediente, quando começaram as investidas, primeiro com elogios e depois com toques físicos.

Segundo o relato, Buzzi passou a mão em suas nádegas em pelo menos quatro ocasiões, em diferentes áreas do gabinete, incluindo a sala do ministro, a biblioteca, o corredor interno e um espaço anexo.

Em um dos episódios, ele teria apertado a vítima com força, até que ela reagiu e o afastou. O ministro teria então recuado e pedido desculpas. A mulher afirma que era a única provedora da família e que permaneceu no cargo por necessidade financeira.

Fragilizada pelos episódios recorrentes de assédio, a secretária procurou a chefe de gabinete de Buzzi, mas ouviu que a única alternativa seria mudar de horário para evitar o ministro.

Sem qualquer medida contra o magistrado, a ex-servidora entrou em depressão, pediu para deixar o gabinete e desenvolveu problemas de saúde, incluindo perda parcial da visão.

Ela decidiu denunciar o caso após a divulgação de outra acusação contra Buzzi, feita por uma jovem de 18 anos. Além do depoimento ao CNJ, entregou uma gravação da conversa com a chefe de gabinete.

Três assessores do ministro confirmaram a versão da ex-servidora a integrantes do STJ. Um ministro afirmou que “o caso é tão grave quanto o da jovem de 18 anos”.

“O STJ virou cena de crime. E de um crime abominável”, relatou um dos ministros que votaram pelo afastamento do ministro Marco Buzzi, do STJ.

A defesa da vítima informou que só irá se manifestar nos autos para preservar o sigilo e evitar a revitimização.

Ana Júlia Kamchen
Fonte: @ndmais

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