Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo responderão por maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.
Relembre
O crime ocorreu na madrugada de sábado, 21, por volta de 1h, na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, onde um grupo cercou o animal e passou a agredi-lo com pedras e pedaços de madeira com pregos, causando graves ferimentos.
As imagens da ação, registradas por testemunhas e câmeras de segurança, repercutiram e permitiram a identificação dos envolvidos.
Ainda no sábado, policiais civis da 37ª DP localizaram e prenderam os envolvidos na região do Guarabu, nas proximidades do local do crime.
Após audiência de custódia realizada em 23 de março, a prisão em flagrante dos denunciados foi convertida em preventiva.
Crueldade
De acordo com a denúncia, os acusados atuaram de forma coordenada, com a participação de dois adolescentes, mediante o uso de métodos cruéis.
A agressão provocou ferimentos graves na capivara, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular, conforme laudo veterinário juntado ao processo. O Ministério Público também aponta que não havia qualquer autorização para a captura ou abate do animal, o que caracteriza prática de caça ilegal de espécie silvestre.
Ainda segundo o órgão, os envolvidos registraram a ação em vídeo e teriam demonstrado "comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento”.
A denúncia também menciona indícios de reincidência. Uma testemunha reconheceu um dos acusados como responsável por ataque semelhante contra outra capivara dias antes, na mesma região.
Além das agressões ao animal, o parquet relata que pedras lançadas durante o episódio atingiram veículos estacionados, causando danos materiais.
Reparação
Na esfera cível, o MP/RJ requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos ambientais, morais coletivos e materiais decorrentes do caso.
Com base em laudo técnico, o prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57. O valor, se confirmado, deverá ser destinado a instituições voltadas ao atendimento veterinário e à recuperação da fauna, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.
Informações: Agência Brasil.

Postar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!