OAB diz que morte de Miguel pode ser tratada como homicídio doloso

Feed mikle

OAB diz que morte de Miguel pode ser tratada como homicídio doloso

oab morte miguel tratada homicidio doloso
bit.ly/2ANggQR | A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pernambuco não descarta a possibilidade da morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, ser tratada como homicídio doloso — quando há intenção de matar. O garoto morreu na última terça-feira ao despencar do nono andar de um prédio no Recife enquanto estava sob os cuidados de Sarí Corte Real, primeira-dama de Tamandaré (PE).

Ontem, Sarí se manifestou pela primeira vez sobre o caso numa carta onde pede desculpas à mãe de Miguel, Mirtes Regina de Souza.

“Como mãe, sou absolutamente solidária ao seu sofrimento. Miguel é e sempre será um anjo na sua vida e na sua família”, diz a carta. No texto, a patroa também diz: “Te peço perdão”.

Sarí chegou a ser presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção e matar. O delegado Ramon Teixeira entendeu que ela agiu com negligência, e a liberou após o pagamento de uma fiança de R$ 20 mil.

Contratação investigada

O presidente OAB, Bruno Baptista, porém, defendeu que devem ser avaliadas todas as linhas de apuração, incluindo homicídios culposo e doloso, além de abandono de incapaz. No homicídio doloso, o autor tem a intenção de cometer o crime. Nesse caso, a pena é maior e a pessoa é levada ao tribunal do júri.

A mãe do menino, Mirtes, mãe do menino era contratada como servidora pública da Prefeitura de Tamandaré. O patrão da empregada doméstica é o prefeito da cidade, Sérgio Hacker Corte Real (PSB), que no dia 1º de fevereiro de 2017 inseriu a sua funcionária pessoal no quadro dos servidores do município.

Mirtes está cadastrada como Gerente de Divisão CC6, com lotação em Manutenção das Atividades de Administração. É um cargo comissionado. O Ministério Público e O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) investigam a contratação pelo prefeito.

A morte de Miguel Otávio teve grande repercussão. A mãe dele trabalhava no apartamento da patroa e deixou o filho aos cuidados de Sari enquanto passeava com o cachorro dos patrões. A empregadora permitiu que o menino entrasse no elevador sozinho para procurar a mãe, e ele acabou se perdendo: desceu no nono andar, escalou uma grade que protegia ar-condicionados e caiu de uma altura de 35 metros.

Fonte: extra.globo.com

0/Comentários

Agradecemos pelo seu comentário!

Anterior Próxima

Bybit