De acordo com a CNN, a revista britânica The Economist afirma que o tribunal brasileiro estaria no centro de um “enorme escândalo”, a partir dos desdobramentos da apuração sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O artigo afirma que as revelações do STF no caso Master provocaram questionamentos sobre a conduta de integrantes do mais alto órgão do Judiciário brasileiro.
A publicação avalia ainda que o episódio pode fortalecer a base da direita no Senado nas eleições de outubro, ampliando a pressão política sobre ministros e até alimentando discussões sobre pedidos de impeachment.
A reportagem ressalta ainda que setores da direita mantêm forte animosidade contra o STF, especialmente após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No ano passado, a Corte condenou o ex-chefe do Executivo a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Citações de ministros do STF no caso Master
O texto menciona o ministro Dias Toffoli, apontando questionamentos sobre sua participação societária no resort Tayayá, revelada pouco antes de ele deixar a relatoria de um processo relacionado ao caso.
Também cita uma viagem de Tofolli em jatinho particular ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa a defesa de um dos diretores do Banco Master.
De acordo com a revista, Toffoli nega qualquer irregularidade e sustenta que as acusações de parcialidade se baseiam em “mera especulação”.
Ele afirma que os pagamentos recebidos estavam ligados à venda de ações do resort e que foram devidamente declarados às autoridades fiscais. Ainda assim, sob crescente pressão, o ministro deixou a relatoria do caso.
O artigo também faz referência ao ministro Alexandre de Moraes, citando a empresa de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, que teria firmado contrato milionário com o Banco Master.
Artigo internacional menciona investigações sigilosas do STF
O texto menciona ainda a decisão do magistrado que determinou a investigação de servidores da Receita Federal no âmbito do inquérito das fake news.
“Ao contrário de grande parte da atividade do tribunal, as operações da investigação sobre fake news sempre foram mantidas em sigilo. Quando a investigação começou, os membros justificaram isso com base na gravidade das ameaças provenientes do ex-presidente Bolsonaro e seus seguidores. É difícil conciliar o uso da investigação por Moraes para investigar fiscais da Receita Federal”, aponta a reportagem.
Em meio às reviravoltas do STF no caso Master, a matéria cita a iniciativa do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, para a criação de um código de ética específico para a Corte.
*Com informações da CNN
Gizelle Santos
Fonte: @ndmais

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