A tentativa de homicídio ocorreu em 9 de agosto de 2024 e o soldador foi levado a júri popular na quinta-feira (26) (veja os detalhes mais abaixo). Ricardo foi reconhecido por testemunhas como o motorista do carro, que esperava o atirador -- ainda não identificado -- do outro lado da rua.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o supervisor e colegas de trabalho estavam saindo do alojamento da empresa, que prestava serviço terceirizado na refinaria da Petrobras, quando escutaram um disparo.
No vídeo, é possível ver que o suspeito encapuzado saiu de um veículo e foi em direção ao carro com o supervisor. Ele abriu a porta fazendo ameaças de morte e deu duas coronhadas no rosto do ex-chefe de Ricardo, que se defendeu com um chute.
O suspeito correu de volta para o carro e chegou a apertar o gatilho mais duas vezes, mas a arma não disparou. Conforme relatado pelo MP-SP, Ricardo baixou o vidro do carro após o suspeito entrar, e gritou: "Vai, mata. Atira".
O soldador acelerou o veículo quando notou que foi reconhecido. Durante a fuga, Ricardo se envolveu em um acidente de trânsito e foi preso em flagrante.
Júri popular
Ricardo permaneceu preso nos últimos dois anos e foi denunciado pelo MP-SP por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe (vingança) e recurso que dificultou a defesa da vítima (emboscada/traição).
O julgamento foi realizado na quinta-feira, no Fórum de Cubatão. Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou que foram ouvidas quatro testemunhas e o réu foi interrogado.
"Os jurados entenderam que não se tratava de crime doloso contra a vida, desclassificando a conduta, e o réu Ricardo da Silva foi condenado à pena de seis meses de detenção pelo crime de lesão corporal leve", explicou o TJ-SP.
O advogado João Carlos de Jesus Nogueira, responsável pela defesa do acusado, afirmou ao g1 que o regime será inicialmente aberto. Portanto, o alvará de soltura foi expedido.
Relembre o caso
De acordo com o boletim de ocorrência, o supervisor foi orientado a demitir Ricardo porque ele não respeitava a hierarquia, prejudicando o bom andamento do trabalho, e o contrato na refinaria estava perto do fim.
Um dia após o desligamento, o supervisor foi surpreendido com um ataque de um homem armado enquanto saía do alojamento na Rua João Damaso, no bairro Parque Fernando Jorge. A vítima não foi baleada, mas foi atingida por coronhadas.
O homem foi até o Hospital Ana Costa, em Santos (SP), para receber atendimento médico por conta da coronhada. Em seguida, ele registrou o ocorrido no 1º Distrito Policial (DP) de Cubatão.
A equipe da Polícia Civil foi até o local do atentado em busca de câmeras e soube de um acidente de trânsito atendido pela Polícia Militar (PM) entre as ruas Bahia e Ceará.
O carro envolvido no acidente era parecido com o da tentativa de homicídio. Por isso, os investigadores pediram que o motorista fosse apresentado na delegacia, onde foi reconhecido como Ricardo. Tanto a vítima como as testemunhas garantiram que ele era o motorista que facilitou a fuga do atirador.
Vídeo mostra tentativa de soldador de matar ex-chefe que o demitiu em Cubatão, SP
Por g1 Santos
Fonte: @portalg1

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