Mãe processa clínica de gênero na tentativa de impedir filha de 16 anos mudar de sexo

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Mãe processa clínica de gênero na tentativa de impedir filha de 16 anos mudar de sexo

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bit.ly/2GLWRTm | A mulher acredita que o desejo da filha de ser homem é motivado pela síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo, e disse que quer evitar que os jovens tomem decisões "catastróficas" das quais se arrependerão.

Uma mãe britânica está disposta a tudo para impedir que a filha de 16 anos mude de gênero, em Londres, no Reino Unido. Ela diz que, se a menina for atendida no Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Gênero (GIDS), eles simplesmente "afirmarão" a ​​crença dela — errada, na opinião da mãe — de que realmente é um menino. Na realidade, a mulher acredita que o desejo da filha de ser homem é motivado pela síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo. "A questão é muito maior do que apenas a minha filha. Toda a narrativa é que, se seu filho está confuso sobre seu gênero, a transição é o único curso de ação", disse ela, em entrevista ao The Mail on Sunday. "Não parece haver qualquer discussão sobre outras possibilidades. E isso é bastante assustador", completou.

A mãe acha que os especialistas em gênero não têm ideia real de quais de seus jovens pacientes são "verdadeiramente" transgêneros e quais estão passando por uma fase, e disse que eles estão "prontos" demais para aceitar o que os jovens lhes dizem. “As consequências de eles errarem são catastróficas”, acrescentou.

Em julho de 2018, o MoS revelou que 150 crianças autistas haviam recebido os medicamentos "bloqueadores da puberdade" do GIDS. Por isso, a mãe decidiu levar o Tavistock e Portman NHS Foundation Trust, que administra o GIDS, ao Tribunal Superior, na tentativa de impedir que ele prescreva as poderosas drogas para menores de 18 anos. O medicamento, segundo o Daily Mail, interrompe o desenvolvimento físico normal durante a puberdade, tornando a cirurgia de mudança de sexo mais fácil.

A mãe disse que sua filha sempre lutou para se encaixar na sociedade e se sentia mais confortável na companhia de meninos "como muitas meninas com espectro autista fazem", mas ainda tinha interesses "femininos", como amar seu cabelo comprido e usar um vestido rosa. No entanto, ela conta que à medida que crescia, a menina percebeu que, embora os meninos gostassem de sua companhia, eles não a consideravam como "um deles" "Ela me disse: 'Minha vida seria mais fácil se eu fosse um menino, porque, então, os meninos não me veriam como uma menina. Eles me veriam como um deles", lembra a mãe.

No ensino médio, a jovem começou a se apresentar como homem, cortando o cabelo e exigindo o uniforme masculino. Ela também passava muito tempo online até que, um dia, anunciou aos pais: "Eu quero ser um menino". Seus pais, embora preocupados e suspeitando que seu autismo pudesse estar por trás de seu desejo, permitiram que ela assumisse uma identidade masculina na escola e concordaram em deixá-la procurar um profissional. Segundo ela, a menina disse ao clínico geral que se sentia homem "desde sempre" — algo que a mãe insiste em dizer que "simplesmente não é verdade". "Ouvi-la reescrever a história de sua infância foi aterrorizante", desabafou. Como cerca de 40% dos pacientes do GIDS recebem bloqueadores de puberdade, ela teme que essa seja o destino "precipitado" se sua filha for à clínica. No entanto, ela disse que, após os 18 anos, se a menina continuar insistindo na ideia, apoiará sua decisão.

Arrependimento

A engenheira de informática Keira Bell, 23 anos, conta que começou a tomar bloqueadores da puberdade quando era adolescente, depois de dizer à equipe do GIDS que pensava que era realmente homem. Mais tarde, ela tomou testosterona, que a deixou com uma voz grave e possivelmente infértil, e foi submetida a uma mastectomia dupla. No entanto, hoje, ela diz que "lamenta profundamente" todas as decisões e está processando o GIDS.

Documentos judiciais redigidos pelo advogado de Keira, Paul Conrathe, de Sinclairslaw, afirmam que a busca é por uma revisão judicial da prática do GIDS de prescrever bloqueadores hormonais para menores de 18 anos. "A idade e a imaturidade da criança tornam o consentimento impossível. Uma criança que está nos primeiros estágios da puberdade não é capaz de compreender adequadamente a perda potencial de fertilidade ao longo da vida, perda da função sexual ou as consequências psicológicas desconhecidas que pode ser acarretado por tal tratamento", afirma.

Direito de resposta

Segundo o Daily Mail, um porta-voz do Tavistock Trust disse: "O GIDS é um serviço seguro e atencioso que coloca o melhor interesse de seus pacientes e suas famílias em primeiro lugar. Não vamos comentar o processo em andamento e aguardar o julgamento do tribunal no devido tempo."

Crescer online
Fonte: revistacrescer.globo.com

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