Prefeitura de Belém diz que mães de bebê reborn não têm direito preferencial

Feed mikle

Prefeitura de Belém diz que mães de bebê reborn não têm direito preferencial

prefeitura belem diz maes bebe reborn nao tem direito preferencial
Via @cnnbrasil | A Prefeitura de Belém informou neste domingo (18), por meio das redes sociais, que mães de bebê reborn – bonecas hiper-realistas que simulam bebês reais – não têm direito a assento preferencial nos ônibus da capital paraense.

A medida foi divulgada após o crescimento de discussões nas redes sociais envolvendo pessoas que reivindicam prioridade em serviços públicos com base no uso dessas bonecas.

No comunicado oficial, o município reforça que os assentos preferenciais devem ser destinados a gestantes, pessoas com deficiência, idosos, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pessoas com obesidade e responsáveis por crianças de colo reais.

“A prefeitura entende o carinho pelos bebês reborn, mas eles não garantem direito ao assento preferencial. Vamos respeitar e destinar os assentos às mães de crianças de colo, gestantes, idosos, pessoas com deficiência, pessoas com TEA e pessoas com obesidade”, destacou a publicação.

Projeto de lei busca restringir uso de recursos públicos

A polêmica envolvendo os bebês reborn também chegou à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). Na última quinta-feira (15), o deputado estadual Rogério Barra (PL) protocolou um projeto de lei que proíbe o uso de recursos públicos para atendimento a bonecas ou quaisquer objetos inanimados, especialmente nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

Segundo o texto da proposta, ficam proibidos atendimentos, consultas, procedimentos ou registros destinados a “bebê reborn” em qualquer serviço vinculado ao Estado. O projeto ainda prevê multa de R$ 10 mil e responsabilização funcional aos servidores que descumprirem a norma.

“O uso de bonecas como se fossem pessoas compromete o atendimento a quem realmente precisa, especialmente em setores já sobrecarregados, como saúde e assistência social”, argumenta o parlamentar.

A proposta agora será analisada pelas comissões temáticas da Alepa, antes de seguir para votação no plenário. Enquanto isso, o tema segue gerando ampla repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões de internautas, especialistas em saúde mental e parlamentares.

Entenda o que são bebês reborn

Os bebês reborn são bonecas feitas com material especial, como vinil siliconado, e pintadas à mão para parecerem extremamente reais. Muitos modelos incluem peso semelhante ao de recém-nascidos, cheiro de talco e até simulam veias.

O uso desses bonecos é comum em práticas terapêuticas, colecionismo e, em alguns casos, por pessoas que enfrentam lutos gestacionais ou outras questões emocionais.

Contudo, a crescente exposição de usuários que tratam os bonecos como filhos em espaços públicos tem gerado controvérsia e impulsionado debates sobre limites entre o uso terapêutico e o acesso a direitos destinados a pessoas reais.

A prefeitura de Belém e o legislativo estadual reforçam que, apesar do respeito ao uso pessoal dos bonecos, o acesso a benefícios e políticas públicas deve permanecer voltado exclusivamente às pessoas em situação de vulnerabilidade e necessidade reconhecida por lei.

Tayana Narcisa
Fonte: @cnnbrasil

0/Comentários

Agradecemos pelo seu comentário!

Anterior Próxima