O recurso de apelação defendeu a existência de erros técnicos na dosimetria da pena aplicada pelo juiz de primeira instância. Com a revisão, a pena passa a ser de 20 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 14 dias-multa.
Na defesa, os advogados Matheus Menna, Natália Veran Campos e Osvaldo Duncke apontaram a ocorrência de bis in idem (dupla punição pelo mesmo fato) e incompatibilidade de justificativas apresentadas pelo magistrado.
A Justiça identificou que critérios subjetivos impediram a plenitude de defesa. Além disso, no crime de ocultação de cadáver, o aumento de metade sobre a pena-base foi reduzido para o padrão de 1/6.
Esteticista morta em Palhoça havia recebido medida protetiva contra o ex-companheiro
Em abril de 2024, Michele denunciou o ex-companheiro por violência doméstica e obteve uma medida protetiva de urgência. No dia 16 daquele mês, ela pediu a revogação da proteção. No dia 12 de maio, a esteticista foi dada como desaparecida.
Após nove dias de buscas, a Polícia Civil obteve autorização para vistoriar a casa em que a vítima vivia com o suspeito. Na cozinha da residência, os agentes perceberam um ambiente com móveis amontoados e um piso recém-reformado.
A área foi aberta e os policiais encontraram o corpo da esteticista morta em Palhoça, à época com 42 anos. Exames periciais mostraram que ela foi vítima de extrema violência, com ferimentos nas mãos, face e tórax. O afundamento de parte do crânio provocou o traumatismo cranioencefálico apontado como a causa da morte.
Matheus Bastos
Fonte: @ndmais

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