Os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado e destruição de cadáver. Um deles, que cumpria pena por latrocínio, ganhou mais 22 anos, seis meses e 11 dias de reclusão. O outro, preso por tentativa de homicídio, foi sentenciado a 19 anos, oito meses e 10 dias de prisão.
Presos que arrancaram coração de colega de cela cometeram crime por motivo torpe, diz Justiça
Segundo a denúncia apresentada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), em 5 de outubro de 2023, os dois presos condenados atraíram o companheiro de cela e o asfixiaram com um golpe “mata-leão”.
A ação teria sido motivada por vingança: o companheiro assassinado havia levado uma punição que ocasionou um castigo coletivo aos presos que dividiam a cela com ele, fato que caracterizou motivo torpe, segundo a Justiça. Após ter sido asfixiado até a morte, os acusados utilizaram uma lâmina de barbear para mutilar o corpo. A dinâmica do crime foi similar a outro que aconteceu em Blumenau, três anos antes.
O colega de cela teve a cabeça e o coração arrancados — o que motivou a condenação pelo crime de destruição de cadáver. Um dos acusados, que estava preso por tentativa de homicídio, chegou a comer parte do coração antes do crime ser descoberto.
O Tribunal reconheceu as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público — motivo torpe, recurso que dificultou a defesa e meio cruel — além da destruição de cadáver. Após quase 13 horas de julgamento, os presos que arrancaram coração de colega de cela retornaram ao sistema prisional para cumprir as novas penas.
Fernanda Zwirtes
Fone: @ndmais

Postar um comentário
Agradecemos pelo seu comentário!