A Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco unidades de segurança máxima do país, conhecidas pelo rigor extremo. Nessas instituições, todas as comunicações são monitoradas por áudio e vídeo. As visitas de advogados ocorrem obrigatoriamente no "parlatório" — uma cabine onde preso e defensor ficam separados por um vidro, conversando apenas por interfone.
A defesa de Vorcaro alega que o Estatuto da Advocacia e a Lei de Execução Penal garantem a comunicação reservada entre cliente e advogado. Segundo a nota divulgada, a direção do presídio informou que as visitas dependem de agendamento prévio e que o monitoramento constante é regra inegociável da unidade.
As normas da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para penitenciárias federais incluem: monitoramento total, com câmeras acompanhando todos os deslocamentos do preso; isolamento de mídia, que impossibilita o detento de ter acesso a rádio, televisão ou qualquer meio de comunicação externa; revistas constantes, sempre que o preso sai ou retorna ao dormitório; e a restrição de movimento, que consiste no uso de algemas obrigatório em todos os deslocamentos dentro da unidade.
O pedido aguarda decisão do STF. Caso o Supremo negue o fim do monitoramento, a Justiça terá que decidir se o perfil do empresário justifica sua manutenção em uma unidade federal ou se ele pode ser transferido para um sistema penitenciário comum.
Fonte: @jurinewsbr

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