Segundo a parlamentar, os conteúdos recebidos ultrapassam qualquer limite de divergência política e configuram crimes.
Em uma das mensagens, o autor escreve: “Você acha que pode ficar aí, defendendo esses direitos ridículos de minorias com a vida dos euro-brasileiros? Você e suas amigas vagabundas do Partido dos Trabalhadores pensam que podem nos controlar, mas vocês estão muito enganadas”, mostra uma captura de tela divulgada pela parlamentar.
Em outro trecho, o teor das ameaças se intensifica: “Você é uma vergonha para o nosso país. Uma preta burra que só serve para abrir as pernas para os homens brancos”, diz a mensagem.
“E os viados e travestis? Eles que se danem. Eles não são normais e não merecem respeito. Eles são uma abominação e deviam ser queimados vivos”, continua o e-mail.
Não é a primeira vez que Carol Dartora sofre ameaças
De acordo com Dartora, não é a primeira vez que esse tipo de crime ocorre. Em 2025, ela já havia sido alvo de ameaças semelhantes, com características parecidas no modo de atuação dos autores.
Nas redes sociais, a deputada afirmou que os ataques fazem parte de um cenário recorrente enfrentado por mulheres na política, especialmente mulheres negras.
Ela classificou o episódio como uma tentativa de intimidação e destacou que não se trata de opinião ou crítica, mas de violência criminosa.
“Existe hoje uma tentativa organizada de espalhar medo, intimidar e expulsar mulheres da política por meio do ódio, da humilhação e da violência. É racismo, é misoginia e é violência política”, afirmou a deputada federal.
Providências e cobrança por investigação
Após o caso, a parlamentar informou que acionou diferentes órgãos para apuração dos fatos.
Ofícios foram enviados à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério da Justiça, à Polícia Civil do Paraná e também a instâncias institucionais da Câmara dos Deputados.
A deputada também ressaltou que busca responsabilização criminal dos envolvidos e afirmou que não pretende recuar diante das ameaças.
“Quero deixar um recado muito claro: criminosos que usam o anonimato da internet para ameaçar mulheres não vão nos intimidar. A internet não pode ser território livre para racismo, misoginia e violência machista”, finalizou Carol Dartora.
Isabéli Bender
Fonte: @ndmais

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