O que aconteceu
Dentista foi preso no bairro Várzea em um imóvel utilizado como residência e consultório. Na operação, feita em parceria entre as Polícias Civis de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foram cumpridos mandados de prisão preventiva (por tempo indeterminado) e busca e apreensão.
Dentista é investigado por cárcere privado, lesão corporal, ameaça e dano no contexto de violência doméstica. A apuração teve início após a vítima, de 39 anos, dizer que sofreu violência física e psicológica por parte do companheiro durante quatro meses.
Vítima contou que foi forçada a fazer tatuagens com o nome do suspeito em diversas partes do corpo dela. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a mulher foi obrigada pelo homem a fazer 10 tatuagens. Ela também narrou que era impedida de sair de casa e manter contato com os familiares. A vítima conseguiu fugir da residência após o suspeito ingerir medicação e denunciou o caso às autoridades.
Na residência onde o homem foi preso foram apreendidas duas pistolas. Além disso, os agentes encontraram 61 munições calibre 9mm, celulares e objetos da vítima já organizados em malas.
Homem, que não teve a identidade divulgada, foi levado ao Presídio Regional de Itapema e está à disposição da Justiça. "A ação reforça a integração entre as Polícias Civis no combate à violência doméstica", divulgou a Polícia Civil de Itapema.
Como o nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades, a reportagem não encontrou a defesa dele para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.
Fonte: @uolnoticias

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