Natural de Timbó, no Vale do Itajaí, Buzzi foi acusado de importunação sexual. A vítima, de 18 anos, seria filha de um casa de amigos do ministro, que estavam na casa dele em Balneário Camboriú.
A família já havia sido orientada a procurar o STF (Supremo Tribunal Federal) quando registrou um boletim de ocorrência, mas o caso tramita em sigilo para preservar a identidade da jovem.
Novas denúncias
Dias após a denúncia da jovem, uma ex-secretária terceirizada do gabinete do ministro Marco Buzzi denunciou ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ter sido vítima de assédio sexual frequente do magistrado enquanto trabalhava no STJ (Superior Tribunal de Justiça), ao longo de 2025.
Ela relatou que ficava sozinha com o ministro Marco Buzzi no início do expediente, quando começaram as investidas, primeiro com elogios e depois com toques físicos.
Fragilizada pelos episódios recorrentes de assédio, a secretária procurou a chefe de gabinete de Buzzi, mas ouviu que a única alternativa seria mudar de horário para evitar o ministro.
Quem é Marco Buzzi
O ministro Marco Buzzi nasceu em Timbó, em 4 de fevereiro de 1958, e se formou em Direito pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí) em 1980, com mestrado pela mesma instituição em 2001. Ele é especialista em Direito do Consumidor pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
Em 1982, Marco foi aprovado no concurso para ingresso na magistratura catarinense e em 2002, foi promovido a desembargador do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
Em 2011, foi nomeado ministro do STJ pela ex-presidente Dilma Roussef, em vaga destinada a membro de Tribunal de Justiça estadual.
O que diz o ministro Marco Buzzi
Procurado, Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz.
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória.
Alice Kienen
Fonte: @ndmais

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