O pedido ocorre em meio a jogos da Copa do Mundo, que acontecem na América do Norte e são transmitidos ao vivo por meio de diferentes plataformas e emissoras.
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que “é inaceitável um comentarista usar a sua posição de ‘especialista’ para induzir os telespectadores a apostarem”.
“Mais inaceitável ainda é eles sugerirem apostas em resultados improváveis como uma forma de ganhar dinheiro fácil, dando a entender que o resultado é provável”, completou.
Ela argumenta que toda forma de publicidade precisa ser devidamente sinalizada. “E a publicidade de bets, que por mim sequer existiria, precisa obedecer a regras específicas e precisa do mínimo de decência”.
Termina o texto reforçando: “Bet não é esporte. É jogo de azar, é vício, é empobrecimento, é endividamento e é uma causa de suicíd*o”.
Propaganda de bets e odds na Copa do Mundo
As bets são plataformas ou sites de apostas virtuais em que os usuários arriscam palpites sobre eventos esportivos ou virtuais. Se a aposta estiver correta, o usuário recebe um prêmio. No entanto, se errar, perde o valor apostado.
Já as odds são os multiplicadores numéricos que determinam o quanto o apostador irá receber caso vença. Elas indicam tanto o possível lucro quanto a probabilidade de um evento acontecer segundo os analistas da casa de apostas.
Esses dois termos do universo das apostas vêm ganhando cada vez mais repercussão. Na Copa do Mundo, tornaram-se comuns em propagandas durante as transmissões das partidas, alcançando públicos enormes.
🚨 Estou acionando o Ministério Público Federal pra que a justiça proíba, IMEDIATAMENTE, a publicidade de bets e odds por comentaristas esportivos durante transmissões.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 23, 2026
É inaceitável um comentarista usar a sua posição de “especialista” pra induzir os telespectadores a apostarem.… pic.twitter.com/YRKGo1v2vA
Júlia Matos
Fonte: @ndmais

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