Conforme FOLHAMAX apurou com absoluta exclusividade, o TJMT havia instaurado uma sindicância no final de março de 2025 contra a juíza, após uma correição feita pelo corregedor do Tribunal, desembargador José Luiz Lindote, detectar que Tatiana dos Santos Batista, que ainda estava em estágio probatório, estaria contribuindo para o atraso de processos, utilizando-se de “despachos genéricos”. À ocasião, Lindote também determinou uma série de ações que deveriam ser colocadas em prática pela magistrada, como designar no máximo em cinco dias audiências de julgamento, entre outras medidas.
A correição revelou ainda que alguns processos que tramitam em Vila Bela da Santíssima Trindade estavam paralisados há quase cinco anos e que mais de duas mil ações estavam pendentes de julgamento. Foram solicitadas, ainda, gravações de câmeras de videomonitoramento, já que existia a suspeita de que a magistrada sequer estava em Mato Grosso.
Com o afastamento determinado pelo corregedor, a juíza passou a responder automaticamente a um PAD junto ao Órgão Especial, que teve como relator o desembargador Marcos Machado. Mesmo com a decisão, a juíza continuou recebendo os salários de cerca de R$ 35 mil por mês.
No julgamento do PAD, o desembargador Marcos Machado apontou que a juíza deveria ser absolvida, tendo sido acompanhado por outros quatro magistrados do Órgão Especial. No entanto, o desembargador José Luiz Lindote apresentou um voto divergente, optando pela demissão de Tatiana dos Santos Batista, entendimento que foi seguido por oito integrantes do colegiado.
Durante o julgamento, finalizado na última quinta-feira (11), o Órgão Especial do TJMT afastou qualquer acusação de corrupção contra a magistrada. Com a demissão, a agora ex-juíza não terá direito a nenhum benefício salarial.
Leonardo Heitor
Fonte: @folhamaxoficial

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