O casal foi morto por asfixia em um crime que, segundo a acusação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), envolveu planejamento prévio, emboscada e simulação de furto.
Filho que matou mãe e padrasto é condenado
O Conselho de Sentença analisou individualmente a conduta de cada réu e acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público. Walter foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio majorado e fraude processual, com pena de 61 anos e 10 meses de reclusão.
Já o cunhado dele foi condenado pelos mesmos crimes e recebeu pena de 44 anos e 4 meses de reclusão, além de seis meses de detenção e 20 dias-multa, em regime inicial fechado.
Durante o julgamento, o Ministério Público foi representado pela promotora de Justiça Marina Tambeira, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí, e pelo promotor de Justiça Fabrício Nunes, integrante do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GEJURI) do MPSC.
Ao longo da sessão, foram ouvidas quatro testemunhas, além dos interrogatórios dos réus e dos debates entre acusação e defesa. Nos debates, os representantes do Ministério Público sustentaram que os acusados agiram em conjunto na execução dos crimes, destacando o planejamento prévio e a motivação patrimonial relacionada à herança da família.
Em plenário, a promotora Marina Tambeira afirmou que a atuação do Ministério Público busca dar uma resposta institucional à sociedade diante da gravidade do caso.
“O papel do Ministério Público é buscar justiça com base nas provas produzidas ao longo de todo o processo, garantindo a responsabilização dos envolvidos dentro dos limites da lei”, declarou.
O promotor Fabrício Nunes também ressaltou, durante o julgamento, a robustez do conjunto probatório apresentado ao Conselho de Sentença e a gravidade da conduta atribuída aos réus.
Casal é morto por filho em novembro de 2024
Conforme a denúncia do MPSC, os crimes ocorreram na noite de 23 de novembro de 2024. O filho da vítima e o cunhado teriam invadido a residência do casal por volta das 22h20 e permanecido escondidos por mais de duas horas, aguardando a chegada das vítimas.
Após o retorno do casal, ambos teriam sido mortos por asfixia. Em seguida, celulares e alianças foram levados, e a cena do crime foi alterada para simular um assalto. A acusação apontou que Walter teria planejado os homicídios e prometido cerca de R$ 10 mil ao cunhado pela participação na execução do crime.
Os dois réus já estavam presos preventivamente durante a tramitação do processo. Ao fim da sessão do Tribunal do Júri, a Justiça manteve a prisão preventiva de ambos e negou o direito de recorrer em liberdade.
Júlia Finamore
Fonte: @ndmais

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