Barreto destacou que existem "um excesso de indícios, um excesso de comportamentos que colocam a atuação do ministro sob suspeita, sob suspeição".
O analista observou que o fato da PF ter enviado o relatório diretamente ao ministro Fachin, e não ao Ministério Público, pode indicar uma estratégia deliberada.
"No momento em que a Polícia Federal entrega essa suspeição, quem está debaixo da luz agora não é nem o Toffoli, é o próprio STF porque ele tem obviamente uma crise para gerenciar", afirmou Barreto.
O analista ressaltou que não existem mecanismos no regimento do Supremo para suspensão de ministros, sendo que apenas o próprio magistrado pode se afastar voluntariamente de um caso.
Crise institucional e possível impeachment
Barreto alertou para as possíveis consequências caso o ministro Toffoli decida manter sua posição no caso.
"Se o ministro Toffoli insistir na sua posição, junto ali com a sua bancada de apoiadores, você inevitavelmente vai cair para a única solução institucional possível, que é uma investigação e uma ação do Senado, dentro de um processo de impedimento".
Segundo o analista, mesmo sem conhecer o conteúdo completo das gravações mencionadas no relatório da PF, já existem elementos suficientes para questionar a legitimidade do ministro no processo.
"A gente já tem um excesso de indicadores de que o ministro Toffoli perdeu legitimidade e condições para seguir nesse processo", declarou.
Barreto concluiu que o STF provavelmente prefere resolver essa questão internamente.
"Agora, quem está em campo é o Supremo, esse problema está com o Supremo e provavelmente ele prefere que essa questão seja resolvida dentro de casa e não pelo Senado, que é uma coisa que ele tenta evitar a qualquer custo".
Da CNN Brasil
Fonte: @cnnbrasil

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